Contos vampirescos I – Uma Tragica Familia (parte I)


O sol já raiava no horizonte, belo e imponente. Era uma agradável manhã de verão. Estava quente para o horário, algo em torno de 6 da manhã e aquele sábado seria um dia diferente para duas pessoas. Ali, suas vidas mudariam de rumo.

Esta na hora de deitar-me.

Gostaria de conseguir deixá-la, faria muito bem a ambos, mas minha natureza não permite que o faça. Infelizmente sou assim, rebelde e incontrolável, e, por alguma razão, me apego a ela cada dia mais. Não sei o que irá acarretar tudo isso futuramente, mas necessito da presença dela ao meu lado. Por toda a eternidade.

O sono calmamente se aproxima, em breve dormirei. Mais tarde estarei junto a ti meu amor…

Que ótima noite de sono! Esta uma linda manhã de sol! O que eu quero mais?

Sim!! Sairei com minhas amigas essa noite, me divertir, curtir uns gatinhos, dançar até me acabar!

Hoje será uma tarde longa, já que a manhã foi perdida. Preciso correr para terminar de me arrumar, além de organizar minha casa.

Já sei! Vou ligar para a Carla para ganhar uma ajuda com tudo…

Finalmente a noite chegou. Achei que o dia nunca mais iria acabar, que eternizaria meu sonho impossível. Mas ele chegou e com isso sinto-me um pouco nervoso.

Acho que desde meu ultimo romance não me sinto assim. Ansioso. Nervoso. Só me faltava às borboletas no estomago, mas esse eu não sinto a muitos anos.

Antonella. Minha linda Antonella. Nunca consegui te esquecer! Maldita hora em que te deixei ir. Aquela ralé um dia me pagará…

Mas preciso me concentrar no dia de hoje, porque, provavelmente, terei oportunidades melhores para acertar as contas.

Estou pronto. Hora de ir encontrá-la…

Carla não poderá me ajudar hoje, mas pelo menos virá me buscar. O Batel irá bombar de gente! Estou com um ótimo pressentimento!

Perfume…Ok…Maquiagem…Ok…Cabelo…Ok…Ok…Ok…

Tudo certo! Estou pronta! Droga! Já estava esquecendo da bolsa.

Agora tudo certo!

Ela já chegou! Esta tudo dando certo hoje!

As noites em Curitiba estão, a cada dia, mais perigosas. Tenho de ficar atento.

Lembro-me de São Paulo, gostava daquele lugar…mas tive de fugir depressa… Antonella…

Antonella novamente assombrando meus pensamentos? Saco…

Estou muito disperso…concentração…ela logo irá chegar.

Os pensamentos aleatórios que me assolam nesse momento estão interrompendo minha concentração…será medo?! A muito tempo não sentia isso.

Sempre fui concentrado e objetivo em tudo o que fiz.

Fique em silêncio, por favor! Esta me atrapalhando também. Eu sei disso…não preciso que me avise.

Finalmente! Ela chegou. Esta linda e radiante como o sol…espere…mal me lembro dele…ela esta linda como a lua…sim…agora esta correto!

Cale-se!! Não irei pedir novamente! Converso quando retornamos…

Este perfume é maravilhoso! Mas não a vejo mais…mas sinto seu leve e adocicado perfume…era o mesmo de Antonella…

Agora veio a minha memória a primeira vez que a vi. Ela sempre se assemelhou a Antonella…talvez por isso eu tenha criado tamanho interesse por ela…

Encontrei-a novamente!

A conversa esta correndo muito bem…isso é bom…vai me facilitar em todos os sentidos. Agora, próximo a ela, vejo que talvez ela seja até mais linda do que Antonella. Se sorriso me fascina a cada segundo.

Após algumas horas ela já se encontra saindo daqui ao meu lado. Esta sendo tudo perfeito. Por alguma razão que não entendo bem, ela esta fascinada com meu carro. Não consigo entender essa facilidade de serem impressionados? Todos eles!

Tão fácil deixar as pessoas assim hoje em dia. Bons tempos em que necessitávamos sermos excelentes cavalheiros para encantarmos uma dama.

Ainda não consegui tocá-la, mas não por falta de oportunidade e sim coragem da minha parte…coragem que nunca me faltou em momentos de perigo ou de fúria…

Chegamos.

Ao entrar pelo portão ela quase surtou histericamente, mas, felizmente para ela, manteve a compostura e contentou-se com apenas um belo sorriso nos lábios.

Ela jantou graciosamente. Lógico que visivelmente curiosa para saber o por quê de eu não acompanhá-la no jantar. Conteve-se.

Finalmente o primeiro toque! Sua pele macia tocou meus dedos gélidos. A incomodaram de inicio, mas logo se acostumou.

Beijamos-nos. E em poucos minutos já estávamos em um dos quartos da casa…

Quando menos percebi que já atravessava meus caninos em seu pescoço.

Ela, mesmo sem entender o que acontecia, continuou. Ela estava gostando.

Ao terminar de beber tudo, senti ela começar a definhar. Vagarosamente. Pensei em que meus atos poderiam me acarretar. Dane-se. Prefiro ficar ao lado do meu novo amor por toda a eternidade e assumir o risco de ter de enfrentar toda a familia…

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Post escrito por:

Sayron Schmidt Souza - postou um total de 28 posts na World RPG Fest.
Me chamo Sayron Schmidt, estudante, ou algo assim, de alguma coisa. Tenho 22 anos. Praticamente casado. Jogador de RPG a quase 10 anos, iniciei minha experiencia com Gurps, passando por Vampiro - A Mascara e hoje jogando qualquer coisa que me pareça divertido e interessante. Sistema e cenário favorito: Legend of The Five Rings. Viciado em Video Games e eletronicos em geral, tive um Atari, Super Nintendo, Wii e toda a Familia Playstation. Meu primeiro RPG: Breath of Fire do Super Nintendo. Pretendo trazer o máximo de informações e conteudo digno ao blog! Espero que gostem das minhas idéias e de meus contos. Aguardarei comentários, criticas, sugestões e, claro, elogios!
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Uma resposta to “Contos vampirescos I – Uma Tragica Familia (parte I)”

  1. Muitos dizem que os vampiros são sangretos e são parte de uma coisa de outro mundo e etc. muitas coisas por aí sobre nós é verdade mas a maioria são insiguinificantes, como o sol, a verdade é que não constamos mesmo do sol mas também não morremos tão facil com o sol só simplismente nos machucamos por dentro, e muitos de nós podem sim conviver com o sol não é como os humanos que venerão o sol por que simplismente adoramos a noite e o frio. Existem também varios mitos sobre nós que me dá até injou de ler, a verdade é que os humanos presisão aprender bem mais sobre nossa raça. muitos de nós vivem de maneiras diferentes, outros são vampiros meio humanos por terem uma parte da familia que correspondem a nós, ex:mãe- humana, pai- vampiro.

    Estou certa que apartir de um certo momento essa diferença entre humanos com a nossa raça vai mudar e vamos provar que não somos só matadores e sanguesugas, somos, um clã, uma familia,que pretende viver e não ser istinta por ninguém. Ou nós ou os humanos!!!!
    Milka.

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