Sistemas Alternativos – Warhammer Fantasy Roleplay (Warhammer 2ª Edição)

Do iniciante ao experiente: Sistemas Alternativos – Warhammer Fantasy Roleplay (Warhammer 2ª Edição)
Olá leitor. Após um breve interregno, continuamos a seguir com nossa proposta de trazer à luz aqueles sistemas que, seja diante de uma proposta diferente e inovadora, realmente poderiam interessar a VOCÊ, seja jogador experiente ou iniciante, em obter um novo produto diante da boa qualidade do material ofertado e diante da possibilidade de se obter contato com um universo alternativo ao qual você está acostumado em termos de cenário de RPG. O sistema abordado hoje é relativamente famoso (O quê Guido? E os sistemas alternativos?), embora eu gostaria de lembrá-los que abordamos cenários que também não foram traduzidos e que simplesmente não alcançaram significativamente o mercado nacional. Por isso, lhes trago Warhammer Fantasy Roleplay (Warhammer 2ª Edição; 2ª edição porque, arbitrariamente, após observar a 3ª e a 1ª, julguei ser a mais interessante e com os melhores suplementos, portanto, essa que eu decidir avaliar), um dos cenários mais “merchandisinizados” do mundo do RPG, especialmente na sua versão 40k (que também será abordada aqui na World RPG Fest na sua encarnação Dark Heresy) que rendeu diversos games de computador, “war games” e etc. Bem, o que podemos falar sobre o core e o cenário? O livro básico foi escrito por Chris Pramas baseado no cenário homônimo explorado em diversas novelas por diversos autores. Embora lançado em 2005 pela Black Industries Publication, o cenário original do RPG do Warhammer data de 1986 (a 3ª edição é bem recente; 2009) e é creditado à Jim Bambra, Graeme Davis, Phil Gallagher, Richard Halliwell e Rick Priestley, contando, portanto, com uma bela tradição no mundo do role play. E como é esse cenário?
1.a. – Warhammer Fantasy Roleplay
No mundo de Warhammer, as histórias se passam no que seria, no nosso mundo, o período medieval. Só que neste mundo, os humanos não guardam um domínio absoluto do globo. Eles o dividem, como sempre dividiram, com anões, elfos, halflings e diversas outras terríveis e fascinantes criaturas. E, além disso, ainda existem os monstros e demônios corruptores do além do horizonte. A sua morada é o reino do Caos e o mal que estes Poderes Ruinosos semeiam está por toda a parte. Nos nobres, nos servos, nas autoridades, nos feiticeiros (bem, especialmente nestes, já que TODA magia deriva do Caos) e nos burgueses (pois é; é um período medieval, mas perto do fim do que seria a Baixa Idade Média, tanto que já existem armas de pólvora). Mas embora o mal exista e está presente, também há aqueles que lutam contra este mal: cavaleiros, caçadores de bruxas, caçadores de vampiros… tudo em nome do Império, é claro.
O lugar onde normalmente se passam as aventuras são as terras do Império (que tem como modelo correspondente no nosso mundo o Império Romano), a região do Velho Mundo (que seria a Europa) cujos outros lugares proeminentes incluiriam a Bretonnia (onde os correspondentes seriam os reinos francos), Kislev (baseado na Polônia e Rússia czariana) e as Wastelands (que estariam localizadas onde seriam os países baixos). Outras terras que também são abordadas no cenário são a Estalia e a Tilea (que representam Itália e Espanha respectivamente), e as distantes (não abordadas no livro básico) Araby (representando as monarquias meio-orientais), Cathay (China), Ind (Índia), Naggaroth (america do norte), Ulthuan (Atlântida), Lustria (Meso-America), Norsca (Scandinavia) e a ilha de Albion (ilhas britânicas).
1.b. – O Cenário/Escrita:
A escrita segue um estilo próprio, mas explicativo. Existem diversos textos ao longo do livro para que os jogadores tenha mais facilidade para visualizar o cenário. Às vezes algumas regras estão mal localizadas, mas nada que com uma boa lida extensiva não se resolva. A escrita podia ser melhor organizada, mas nada tão arcano quanto um Gurps ou um Rolemaster, certo?
O cenário do Warhammer pode não parecer grande coisa à primeira vista, mas se você quer um jogo de fantasia medieval diferente e não quer forçar mudanças muito drásticas na maneira de ver o precioso mundo de fantasia medieval de seus jogadores, o Warhammer é uma ótima opção. E certas coisas que só existem neste cenário vão dar aquela pontinha de refinamento que você queria poder manipular enquanto mestre para extrair certas reações dos jogadores (é só adicionar sal e pronto!).Que tal um cenário onde o mal, o atraso e a ignorância é presente o tempo todo e é constante?
Vai comer? Daonde veio a comida? É segura? Foi bem conservada? Feriu-se? O quê? Não tem clérigo? O que é um barbeiro-cirurgião? Não existe anestesia? O que é higiene? Ah, os bons e velhos tempos…
2- O sistema
Usa dados de 10 lados, rolados contra uma porcentagem. Excepcionalmente, podem ser rolados avulsos, mas são sempre d10.
Uma das coisas interessantes do Warhammer é a criação de personagem. Não existem classes. O que existem são carreiras, e elas definem atributos, perícias e talentos. Você normalmente sorteia elas em uma tabela. Algumas são conhecidas (ladrão, soldado, mago), mas outras refletem um cenário realista e praticamente são impossíveis de se ver na mão de um PC (queimador de carvão, catador de ossos, mendigo, vagabundo, camponês). Claro que o jogador vai pensar “mas puxa, eu vou ter que jogar com esse palha?”. Claro que não. Um dos diferenciais do Warhammer é que a história do personagem é construída pelo jogo. E, caramba, deixar as coisas na mão do destino pode ser muito bacana.
Claro, se você queria jogar com um guerreiro e pegou o soldado, não tem porque mudar (a não ser para pegar uma das carreiras avançadas, como Caçador de Bruxas, ou Capitão, ou Mestre Guerreiro), mas se você pegou coveiro e depois virou estudante e depois mago aprendiz e depois necromante (hummm…. mal exemplo, mas se o mestre preparou o jogador pra ser discípulo de um mago sem dizer que era o Vecna disfarçado, azar do jogador que aprendeu todos aqueles Dark Lores, certo?), com certeza você vai ter mais variedade de perícias e talentos que o hiper-especializado soldado (que é fodão, é claro, mas menos preparado para certos tipos de situações, como ter que sobreviver no mato ou coisa do tipo).
3 – Dicas do Guido
Basicamente, o core da 2ª edição já tá mais do que bom. Mas recomendo também o Realms of Sorcery (2ª Edição; que traz a magia de runas dos Anões e mais magias à lista de magias do livro básico), o Tome of Corruption (2ª Edição; que traz mais Dark Lores que os players podem aprender sem querer querendo e descrições de demônios, bestiário e etc), o Old World Armory (2ª Edição; porque guias de armas são divertidos) e se você estiver se sentindo freak, o Children of The Horned Rat (2ª Edição; quer jogar com homens-ratos tecno-magos? Eis sua chance. Apesar da aparente bizarrice, é um livro muito bom.).
Não recomendo o resto. Especialmente o Old World Bestiary que é muito ruim.
Bem, por enquanto é isso. Espero que todos tenham curtido,
Até a próxima.



10. mar, 2010


















As fotos dos dados e das fichas são do Warhammer 3e, assim como a capa (segunda imagem), que é a edição mais recente.
Daniel Anand´s last blog ..Pano pra manga
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Oi Daniel,
Obrigado pela observação. Já alteramos a segunda imagem para que os leitores saibam qual é a capa da edição abordada no artigo. A terceira imagem manteremos por carater ilustrativo, aproveitando para deixar claro que pertence ao box da 3ª edição do Warhammer Role Play de 2009.
Agradecemos o comentário.
Abraços
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Adorei a resenha, apenas despertou ainda mais meu desejo de jogar Warhammer.
Pra matar esta vontade, enquanto ninguém por aqui tem nenhuma das edições, vou me contentando com o boardgame Chaos in the Old World que mostra como devemos acabar com o império em 8 turnos ! ehehe
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All heil Ooze,
Obrigado pelo comentário. Espero que você goste também da nossa matéria sobre o Dark Heresy.
Um grande abraço
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