Afinal, você não pode fazer 500 Milhões de amigos sem fazer alguns inimigos…
A sinopse do filme a primeira vista não chamava muita atenção e para dizer a verdade na boa eu não ia gastar meu rico dinheirinho para ir ao cinema assistir um filme que conta a historia da criação do Facebook, de como esses caras ficaram ricos e passaram por cima de um monte de gente para conquistar seus objetivos. Tá bom, que a verdade no inicio era um bando de nerds que queria apenas conhecer um monte de mulher, com a desculpa de quererem se enturmar e tudo mais.
Ledo engano meus caros!
Tudo bem que a história não conta 100% de como as coisas realmente aconteceram ou simplesmente o Mark Zuckerberg não quer que essa faceta do seu caráter seja ventilada assim dessa forma. Alterando uma coisa aqui ou ali no filme…
De qualquer forma, vamos lá!
O filme conta a historia (quase) real dos bastidores da criação do Facebook, é dirigido David Fincher e terá trilha sonora composta por Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails. É estrelado do por Jesse Eisenberg (Zumbilândia), Andrew Garfield e Justin Timberlake, mostra como Mark Zuckerberg (Eisenberg) e o brasileiro Eduardo Saverin (Garfield), dois nerds desajustados socialmente, fundaram o Facebook enquanto faziam faculdade em Harvard.
Bom mas não é tão simples assim…
Zuckerberg é um garoto genial, tímido, mimado, revoltado, vingativo, ganancioso, trapaceiro, arrogante e que passa o dia de pantufa e moletom. Por que é claro não poderia ficar zanzando por ai de pijama, senão o faria. No filme Zuckerberg (estou quase aprendendo a digitar o nome dele sem olhar no Google) vive o clichê já utilizado em muitos outros filmes (e acreditem até na vida real para algumas pessoas), onde uma pessoa quer muito uma coisa, a ganância acaba corrompendo essa pessoa e por fim ela tem de escolher entre os bens materiais ou as pessoas que ama. É claro que na maioria dos casos, a pessoa já corrompida, acabam escolhendo bens, carreira, status e o que mais tiver no pacote. Ok, o Zuckerberg é realmente muito bom no que faz e ponto.
Voltando ao enredo do filme, que trata de um graduando em Harvard e expert em programação [de computadores], Mark Zuckenberg, que acaba de ser largado pela namorada. Para se vingar, ele através da internet destrói a reputação dela e, em seguida, cria ao lado de seu amigo um programador brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) um aplicativo batizado de Facemash, cujo objetivo é criar um ranking e acirrar uma disputa de beleza entre as universitárias. A invenção o torna popular pela primeira vez e três colegas nerds o convidam então para ajudar a pôr no ar um projeto pessoal deles: uma rede social universitária, onde os cadastrados poderão se relacionar sabendo exatamente quem é a pessoa por trás da tela do monitor.
Enquanto eles investem no site, Zuckerberg se tranca em seu quarto e num belo copy and paste, aprimora o projeto de seus colegas e cria o seu “The Facebook”, que duas horas após ir ao ar, consegue a incrível marca de 22 mil acessos; Tudo bem que depois ele encontra com o Sean Parker (Justin Timberlake) e sacaneia melhor amigo; Isso resume bem o que acontece com Zuckenberg que em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde se torna o mais jovem bilionário da história. Mas para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais. A Rede Social é um filme que prova que não é possível chegar a 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos. Parece simples não?
As coisas são ainda um pouco mais complicadas do que se parecem…
É a partir daí que A Rede Social começa a estabelecer o seu principal tema: a descartabilidade das relações interpessoais diante do sucesso.
O roteirista Aaron Sorkin e o diretor David Fincher evidenciam isso muito bem ao construir o personagem Mark Zuckerberg. Dos detalhes, até a forma como Mark se relaciona com o meio em que está inserido: sempre distante, como se o externo fosse óbvio e previsível, inferior ao que se passa em sua mente e aí vão pontos positivos para a densa e contida interpretação de Jesse Eisenberg.
O roteiro de Sorkin se dá em uma cadeia de ação e conseqüência, em uma inteligente dinâmica que mostra como todos os aspectos dessa história são intrínsecos – e não somente do ponto de vista narrativo.
A Rede Social, então, funciona em dois níveis. O primeiro é o mundo como o narrador Zuckerberg vê um borrão cheio de eventos desinteressantes. O segundo nível, em oposição, é o mundo de fato que em constante movimento não se deixa alterar pelos atos de Zuckerberg, ao contrário do que o nosso anti-herói, na sua mania de grandeza, gosta de pensar.
O Mark Zuckerberg da realidade tem todo o direito de reclamar do seu retrato ficcional, que afinal é simplificado para se encaixar num certo perfil, num certo arco. Mas o Zuckerberg do filme, embora pareça, não é com certeza uma vítima das circunstâncias ou do seu temperamento.
Já vimos que o roteiro parece bem bacana, mas e o elenco? O Trio principal é realmente fantástico, se encaixam bem nos papéis, que em alguns momentos acreditamos que foram escritos realmente para eles.
Jesse Eisenberg, que interpreta o Mark Zuckerberg e consegue passar incrivelmente bem aquele ar de “eu sou mais inteligente que vocês, sei disso e por isso te acho um nada”, mas ao mesmo tempo, demonstra que na verdade ele apenas quer se enturmar. Só que conforme as coisas vão dando certo, ele muda e mostra sua verdadeira face, um grandíssimo filho de uma *****.
Justin Timberlake, neste instante eu tive medo de sua escalação para o filme, o cara conseguiu jogar bem nas 11, todo carismático interpretou o Sean Parker, criador do Napster, e que no final, mesmo você vendo que o cara é um tremendo de um bosta, ainda se importa com ele, mostra que sim, Justin Timberlake é um bom ator. Em vários momentos ele demonstra com muita sutileza as nuances e verdadeiros planos por trás de suas ações.
Andrew Garfield, que no filme interpreta o brasileiro Eduardo Saverin, que ao que parece é a verdadeira vitima do que aconteceu de fato. Se as coisas realmente aconteceram dessa forma eu não sei, mas desde o início você percebe que o cara era necessário, e por confiar no seu melhor amigo, tomou na cabeça.
As conclusões finais são: basicamente um filme feito pelo diretor de Se7en, Zodíaco e Clube da Luta + Justin Timberlake + O Novo Homem-Aranha + O menino do Zumbilândia = Um Grande Filme!
Prêmios o filme já ganhou A Rede Social foi escolhido o melhor filme do ano pelo National Board of Review, (NBR), grupo formado por 110 críticos e historiadores; Esse ano, A Rede Social foi eleito pela entidade em categorias importantes: melhor filme, melhor roteiro, melhor direção e melhor ator.
Uma coisa que possivelmente vai ficar na sua cabeça após assistir o filme é de até que ponto você pode confiar em alguém. Seja na sua vida particular, com um bom amigo, se estendendo até sua vida profissional. E após terminar o filme, você provavelmente ficará algum tempo depois pensando não apenas nele, mas até mesmo nas escolhas que você mesmo fez ou poderá fazer na sua vida e na mensagem que o filme ao contar uma história real, passa. E se você estaria disposto a passar por cima de outra pessoa para conquistar os seus objetivos. No final das coisas, por mais que você esteja recheado de dinheiro, valerá à pena?
O filme realmente surpreendeu e até o momento é um dos melhores em cartaz. Por isso vá assistir, pois com certeza você não vai se arrepender.
Abraços e até a próxima.
PutsGrilo!
Somente em 28 de setembro de 2011, vai ter sua segunda temporada? Vi isso no http://leu-meu-email.blogspot.com/ que pelo visto só tem em HDTV?
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muito boa a resenha … vou ver o filme…
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