Hoje pode-se dizer que os fãs de jogos tem uma gama surpreendente de opções para satisfazer o uso de suas horas livres. Já fui um assíduo jogador de RPG e recentemente conheci o universo dos jogos de tabuleiro importados, atividade que vem crescendo bastante no mercado de jogos brasileiro e já começou uma impulsão de um mercado próprio que vem trazendo novidades interessantes.
Muitos “boards” procuram trazer temáticas e mecânicas próximas dos jogos de RPG para conquistar esse público, perdem consideravelmente na principal característica de um “Roleplay” que é a interpretação. Porém conseguem prender nossa atenção pela sua qualidade tática e também pelo tempo de duração de uma partida. Para os jogadores que gostam dos combates os tabuleiros são ótima pedida.
Um dos tabuleiros que mais me chamou a atenção foi o “Descent: Journeys in the dark”. É o melhor “Ameritrash” que conheço, atualmente distribuído pela “Fantasy Flight Games” e já com a segunda edição no forno esperando o lançamento que deve acontecer ainda este ano. Primeiramente o jogo chama a atenção pela quantidade e a qualidade dos componentes que apresenta, a caixa base tem 80 miniaturas plásticas (20 dessas são opções de heróis). Há também uma grande quantidade de tiles para representar o terreno e suas variações, essas peças lembram o “Grid” utilizado para representação de batalhas nos jogos de RPG e tem tamanho variado e encaixes que formam um tabuleiro modular e garantem rejogabilidade, pois uma “Dungeon” não será igual a outra. 500 tokens e mais 180 cartas que também são um forte indicativo de partidas diferentes e claro, dados!

O jogo é semi-cooperativo, podendo variar de 2 à 5 jogadores. Jogado em 2 players apenas ele perde um pouco a graça, mas qualquer número acima disso já o torna interessante e em 5 jogadores é mais recomendado. Existe no jogo a figura de um “Dungeon Master”, que diferente do RPG não esta ali para divertir os demais… ele tem a tarefa de derrotá-los! Os outros jogadores controlam um heroi cada que se assemelha muito aos utilizados nos RPGs de fantasia medieval. São personagens que variam os poderes e o foco em determinadas habilidades (Ataque corpo-a-corpo, à distância e mágicos.), algumas cartas de skill também são selecionadas para encorpar mais o personagem. A “Dungeon” apresenta um desafio a ser vencido e cabe aos heróis acabarem com o problema.
O jogo tem ainda outras expansões que trazem ainda mais componentes e muitas novidades ao jogo. Duas dessas expansões são cenários para uma campanha, outra semelhança com o RPG, e que para essa versão de tabuleiro traz o elemento estratégia mais presente, pois é preciso pensar melhorias para o personagem e é necessário guiá-lo por uma opção evolutiva que o torne mais forte para um épico confronto final. Partida a partida os pontos são marcados para os heróis e o Overlord que no final travam um confronto para definir o vencedor, quem fez as melhores opções provavelmente ficará com a vitória.
O Cenário do jogo é “Terrinoth”, o mesmo usado em outros jogos de temática medieval lançados pela FFG, dentre eles: Runebound, Runewars , Rune Age e DungeonQuest. Descent é uma criação de Kevin Wilson que tem no seu repertório de produções o famoso “Arkhan Horror” outro tabuleiro interessante inspirado no “Mythos de Cthulhu” de Lovecraft.
Descent é uma ótima pedida, um portão de entrada para o saboroso mundo dos “boards”. Diversão garantida em ótima dose de sorte, tática e imagem.

Boa opção para este feriado…
[Responder]
O Desenho da caixa é do Way Reynolds,ou é pura cópia descarada mesmo?
[Responder]
Pedro Henrique Reply:
setembro 18th, 2011 at 21:13
Leon, assinam a parte artistica do jogo Jesper Ejsing, John Goodenough e Frank Walls. Nada é dito sobre o Way Reynolds…
Abraço e obrigado por comentar.
[Responder]