Após investigarem o museu, a biblioteca e a igreja no centro da cidade, o trio de investigadores, Troy, Mark e Bob, voltam à dúvida de não saber mais onde ir.

Na dúvida, Mark, por ser filho de militar, teve a idéia de ir ao quartel: Os militares geralmente sabem das coisas – ele pensou consigo.

Chegando lá se deparou com uma movimentação estranha. Uma pequena multidão se aglomerava para acompanhar um tipo de evento que estava acontecendo. A imprensa estava chegando para cobrir o evento e faixas anunciavam “ III Festival Corpo e Arte”.

Ao questionarem sobre o que se tratava, os investigadores da STA souberam que era um tipo de gincana com cinco provas: representação, dança, rapidez, força e resistência. As equipes, formadas de 3 a 5 componentes tinham que participar. A equipe que acumulasse mais vitórias ganharia o prêmio, que normalmente tem cunho cultural, como uma obra antiga ou escultura de algum artista famoso.

Meio sem saberem o que estava acontecendo e com um pouco de esperanaça que o prêmio pudesse lhes dar alguma pista do paradeiro da relíquia de DaVinci, os três decidiram participar do evento. Como a prova de dança e representação já tinham acontecido, restaram rapidez, força e resistência para eles.

Que bom! Essa coisa de dançar e bancar o ator de novela não é comigo. O sujeito que ganhou a prova de representação teve que chorar no palco. Eu hein?!? – Comentou Bob.

Eles fizeram a inscrição, mas como entraram no meio da gincana, teriam que ganhar as três provas restantes. A próxima, que acabara de ser anunciada, era a prova de rapidez.

Troy, por ser o mais leve, se prontificou a ser o responsável por esse teste. Ao se posicionar para a corrida – que não tinha nada de diferente, era um tiro de 100 metros, como nas olimpíadas – ele percebeu a dificuldade do evento: a maioria dos participantes era militar, acostumados com um ritmo de treinamento forte.

Nervoso com a responsabilidade que tinha, nesse caso, nas pernas, Troy correu como pode assim que a largada foi dada. Correu a ponto de não sentir direito suas pernas, mas ao final o resultado foi positivo. Com uma diferença ínfima ela venceu o segundo colocado. Com a vitória, a esperança de ganhar o evento se manteve.

A próxima prova era a de resistência: apnéia. O vencedor seria aquele que ficasse mais tempo submerso na piscina, sem respirar. Eram 7 participantes ao todo. Mark decidiu tentar essa prova, já que gostava de mergulhar e Bob, por ser maior, poderia ter mais chances na prova de força.

Após 5 minutos submersos, 4 participantes já tinham desistido. Perto dos dez minutos de prova, surgiu o terceiro colocado. Mark resistia graças à força que encontrava ao ver seu oponente quase desistindo. Depois de quase 12 minutos de prova todos conheceram o vencedor. O oponente de Mark não resistiu muito e desistiu primeiro. Certo do primeiro lugar, o investigador nem tentou ficar mais tempo e voltou à superfície. O público que tinha um time favorito: STA, a equipe que entrou no meio do evento e tinha chances reais de vitória.

Como o único que sobrou, Bob se dirigiu ao local da prova de força, que consistia em sustentar uma barra sobre a cabeça com os braços esticados e a cada minuto pesos deveriam ser acrescidos na barra. Aquele que conseguisse ficar um minuto completo com mais peso na barra venceria. Não demorou para Bob se destacar e ficar disputando o primeiro lugar com apenas mais um oponente. Os dois estavam visivelmente cansados, e o próximo minuto estava prestes a começar. Até o momento ambos sustentavam o mesmo peso. A decisão de quanto peso por seria crucial. Bob optou por subir pouco peso e se manter na disputa enquanto o outro sujeito decidiu ganhar a disputa naquele minuto, pedindo para subir bastante o peso. Há quem diga que foi uma boa estratégia, já que, por estar cansado, não agüentaria muito; mas o fato é que o peso foi demasiado para o que restava de força e Bob ganhou a disputa.

A equipe STA se consagrou a campeã do III Festival Corpo e Arte e aguardava ansiosa o prêmio. Entregue pelas mãos do general do quartel, o que Bob recebeu se assemelhava a uma caixinha de anel. Ao abri-la encontrou dois pinos ligados por uma espécie de anel pequeno e fino. Os pinos se encontravam opostos um ao outro. De acordo com o general, o artefato pertencia ao marechal do exército e tinha um grande valor histórico, embora nem ele mesmo soubesse dizer o que era aquilo.

Após o assédio de todos, o trio saiu dali, e certos de que gostariam de calmaria, decidiram ir até o Jardim Botânico. Plantas relaxam! – pensou Troy.

Chegando lá, encontraram um ambiente muito bonito por fora, mas muito desorganizado por dentro. Na recepção havia plantas por todos os lados. A recepcionista disse que precisava de ajuda para organizar tudo aquilo, pois sua ajudante tinha pedido demissão.

Nara, a recepcionista pediu ajuda ao trio para organizar as plantas que estavam espalhadas numa pequena sala. Ela pediu para organizá-las segundo critérios científicos e lhes entregou a lista de plantas com os nomes correspondentes à sua posição na sala.

Mark, por sempre ter sido um bom aluno, se prontificou a ajudar, pois já sabia como organizar. Com a ajuda de seus colegas, arrastou os vasos como pode e os organizaram na sala. Depois, pegou um papel e caneta e anotou a nova organização, sendo:

Certo de sua organização, Mark foi levar triunfante sua lista para Nara. Enquanto isso, Bob viu algo brilhando num canto da sala. Algo que devia estar escondido atrás de um vaso, mas que foi revelado ao serem reorganizados. Um cubo, sujo e empoeirado, com cerca de 7cm cada aresta, estava em posse de Bob agora. Troy, intrigado, tomou o cubo de Bob e passou a examiná-lo. Limpou um pouco a poeira e viu uma marca em baixo relevo: um círculo com três pontos em linha reta.

Mark voltou da recepção com um sorriso nos lábios e o telefone de Nara nas mãos e então foi atualizado da descoberta. O investigador-conquistador começou a perceber que estavam descobrindo coisas e não estavam chegando a lugar algum. Ocorreu-lhe que a reposta poderia estar perto mas que não conseguiam enxergá-la.

Pensando em conseguir alguma ajuda, o trio se dirigiu até a prefeitura. Chegando lá, ao se apresentarem como investigadores o prefeito os recebeu imediatamente. Segundo o líder municipal sua filha havia sido seqüestrada por um bandido da Favela Manga Surrada, chamado Carbono. Desesperado ele implorou pela ajuda de vocês, já que a polícia local não havia feito progressos. Disse ainda que pode recompensá-los se a trouxessem de volta. Sem ter como pedir alguma ajuda, os três agentes da STA decidem colaborar e verificar esse caso.

Chegando na favela, ao contrário do que imaginaram foram bem recebidos. Talvez o prefeito tenha algum preconceito com o pessoal mais pobre ou o fato de perguntarem pelo Carbono tenha influenciado em algo. O fato é que logo os encaminharam para o alto do morro. Chegando na casa do líder da favela, encontraram feliz e sorridente a filha do prefeito, entregue nos braços de Carbono. A confusão causada ao ver aquela cena foi logo desfeita pela explicação de Galega, como era chamada a filha do prefeito.

- Meu pai nunca admitiria que eu namorasse o Carbono. Ele é o homem da minha vida! Decidi então fugir de casa, mas alguém deve ter me visto vindo para o morro e logo surgiu o boato de seqüestro. Por favor, voltem até lá e desfaçam o mal-entendido. Expliquem que estou aqui por livre e espontânea vontade e que estou bem. – explicou Galega.

Bob, Mark e Troy se entreolharam. Sem dizer nenhuma palavra todos lembraram juntos da recompensa prometida pelo prefeito.

E então? Eles devem contar a verdade ao prefeito? Ou devem levar “Galega” à força para atender a vontade do prefeito?

Além disso, para onde mais eles devem ir para continuar a investigação? Postem suas opiniões e saibam a continuação na próxima semana.

Bom resto de semana e muito sucesso decisivo para todos vocês!