Primeira criação do pouco conhecido 38 Studios, Kingdoms of Amalur: Reckoning é fruto do trabalho de nomes com muito peso na indústria, tais como o desenhista Todd McFarlane, que desenvolveu a série Elders Scrolls, Ken Rolston e o autor de R.A. Salvatore.
Amalur é um reino de fantasia repleto de mágica, no qual o destino desempenha um papel muito importante. O jogador é um guerreiro que morre no início do jogo, somente para ser revivido pouco depois de forma misteriosa. Por conta disso, ele pode romper o ciclo normal da natureza, fazendo com que possa realizar mudanças na maneira como as coisas deveriam acontecer.

Com um sistema simples de golpes combinados, lembrando God of War, as lutas do game possuem um ritmo rápido e são marcadas por efeitos visuais realmente surpreendentes.
A produção permite misturar até duas armas diferentes (que podem ser mudadas a qualquer momento) com magias e poderes especiais facilmente acessíveis.
Cada um dos adversários derrotados é responsável por encher um pouco uma barra responsável por ativar um modo conhecido como “Reckoning” que quando ativado, todos os inimigos passam a se movimentar em câmera lenta, garantindo a você a opção de exterminá-los usando uma finalização sanguinolenta que garante uma maior quantidade de pontos de experiência.
O game não obriga você a manter as habilidades escolhidas no momento inicial do game durante toda a aventura. A qualquer momento, é possível transformar um mago em um guerreiro ou, se você preferir, pode virar um ladino especializado em atacar escondido pelas sombras — para isso, basta encontrar personagens conhecidos como “Fateweavers” e pagar uma determina quantidade de moedas de ouro.
O jogo também permite realizar combinações livres entre as características de três classes básicas, o que abre a possibilidade de escolher várias profissões intermediárias. Além de trazer mais opções à jogabilidade, esse recurso também se destaca por ser parte integrante da história do jogo — afinal, se você pode mudar facilmente seu destino, também tem permissão para modificar livremente os poderes que possui.

Trilha sonora excepcional
Kingdoms of Amalur: Reckoning possui uma das melhores trilhas sonoras a dar as caras em um RPG recentemente. Todos os ambientes têm melodias próprias que se adaptam muito bem às suas propostas. Os sons também cumprem um papel muito importante nos combates, denunciando a aproximação de inimigos e alertando quando um confronto vai ser realmente difícil.
As dublagens também se destacam, tanto pela qualidade quanto pela variedade dos atores contratados. Embora todos os personagens tenham ao menos uma linha de diálogo gravada, é muito difícil você encontrar duas pessoas que falam do mesmo jeito.
O grande problema de Kingdoms of Amalur é que ele não traz nada de realmente único para o mundo dos RPGs eletrônicos. Exemplo disso são as raças do game que, embora tenham nomes totalmente originais, em nenhum momento disfarçam o fato de que estamos lidados com os mesmos elfos e anões a que já estamos acostumados.
Até mesmo o visual do jogo é semelhante aos vistos em outras produções, e bastam alguns minutos de aventura para vir à mente a lembrança de games como Fable e World of Warcraft. Fatores como esses tiram a originalidade da produção e ajudam a dar a impressão inicial de que o jogo não passa de algo genérico.
Apresentação pouco caprichada
Embora o mundo de Amalur esteja longe de ser feio, seu visual não alcança os mesmos níveis de excelência vistos em outras produções recentes. Isso fica especialmente evidente na pouca variedade de modelos de personagens e na falta de animações faciais convincentes durante os diversos diálogos que o game proporciona.
Algo que se mostra constante até mesmo em terrenos pouco habitados é o surgimento de elementos do cenário de maneira súbita. Isso não só torna mais difícil realmente entrar de cabeça na história, como prova que os desenvolvedores não estavam dispostos a realmente eliminar todos os problemas da produção.
Para completar, o jogo é vítima de uma câmera esquizofrênica que muitas vezes opta pelo pior ângulo possível durante as cenas não interativas. Isso prejudica muito a narrativa, já que em alguns momentos cenas importantes são totalmente perdidas porque o game preferiu mostrar os acontecimentos a partir do ponto de vista das costas de um personagem.
Apesar de não trazer nenhuma novidade ao mundo dos RPGs, Kingdoms of Amalur: Reckoning é uma experiência capaz de entreter durante horas. Isso se deve principalmente ao sistema de combate e a maneira como o herói controlado evolui — seja você do tipo que gosta de misturar características ou que prefere seguir um caminho definido, não vai se decepcionar.
Porém, não se engane esperando o mesmo nível de qualidade de produções como The Elder Scrolls V: Skyrim. O game é uma ótima estreia para o 38 Studios, lembrando muito mais o trabalho de um estúdio experiente do que o de um time formado recentemente. Porém, uma possível sequência terá que melhorar vários aspectos caso o objetivo seja deixá-la no mesmo patamar dos verdadeiros clássicos do gênero RPG.
Por Noha
com trechos tirados do site baixakijogos.com.br
Eu estou jogando. Muito bom o jogo. Pode até ter essas falhas que você citou, mas o combate é bem melhor que o Skyrim. O visual do jogo não deixa a desejar. Vale a pena conferir.
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bom… eu joguei aqui e temos alguns pontos que me fazem preferir isso a Skyrim.
1-Combate é bom. Skyrim, n tem impacto.
2-Cenários bonitos e atrativos.
3-temos uma hud que facilita na hora de usar habilidades.
agora em que Skyrim é melhor:
1-Skyrim vc pode andar devagar, apreciar o personagem e observar melhor o cenário.
2-Skyrim tem cavalos.
Bom… mas o que me fez não jogar Skyrim mesmo foi o fato de ter ficado enjoado e prestes a ter uma ataque epilético.
Jogo bom pra mim não pode dar isso.
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