Quando a DC apresentou suas novas séries mensais após o reboot, muitos fãs antigos – inclusive eu – começaram a perceber que a editora estava usando algumas fórmulas empregadas à exaustão nos famigerados anos 90. Parece que não estávamos enganados. O Newsarama elaborou uma lista muito legal apontando dez sinais de que a “Era Sombria” dos quadrinhos está mesmo de volta.
Veja abaixo os dez itens apontados pelo site:
1. X-Force de volta aos holofotes
Nos anos 90, os Novos Mutantes passaram a ser liderados por Cable e logo foram transformados no grupo paramilitar dos mutantes, a X-Force. Recentemente Ciclope reativou a equipe como um esquadrão da morte liderado por Wolverine. São eles que são enviados para missões que envolvem assassinatos, as quais a maioria dos X-Men não ousariam participar e nem mesmo aprovariam. As histórias do grupo foram bem recebidas pelos leitores. Tanto que a equipe ganhou sua série mensal, Uncanny X-Force.

2. Retomada do Extreme Studios
Em 1992 Rob Liefeld criou o Extreme Studios, selo da Image Comics no qual publicou suas criações como Youngblood, Brigada, Glory e vários outros. O selo foi descontinuado em 1996 quando ele saiu da Image, e os personagens foram deixados de lado por muitos anos. Mas, conforme anunciado pelo artista há menos de um mês, o Extreme Studios está de volta e irá retomar algumas das séries que deixou para trás. O interessante é que elas continuarão exatamente de onde foram interrompidas. Deste modo, o selo volta ao mercado com o lançamento de Bloodstrike nº 26 e Youngblood nº 71.

3. Retorno da Valiant Comics
Criado em 1989, a Valiant Comics foi a divisão de quadrinhos da empresa Voyager Communications, esta fundada um ano antes por Jim Shooter, ex-Editor-Chefe da Marvel. A Valiant arrebanhou alguns quadrinhistas da “Casa das Ideias” como Barry Windsor-Smith e Bob Layton. Lançou séries de considerável sucesso, dentre as quais X-O Manowar, Shadowman e Harbinger, as quais solidificaram seu universo de super-heróis. Porém, a partir de 1996 a Valiant limitou-se a criar somente quadrinhos derivados de vídeo-games da Acclaim Entertainment, tornando-se a Acclaim Comics, a qual encerrou as atividades em 2002. Mas, recentemente a Valiant Comics anunciou que irá participar do Free Comic Book Day, o que indica que em breve estará de volta ao mercado. Veja abaixo a capa da edição que será lançada no dia dos quadrinhos grátis nos EUA.

4. Planeta dos simbiontes
Venom foi criado por David Micheline e Todd McFarlane em 1988. Após sua estreia em Amazing Spider-Man nº 299 rapidamente se tornou um dos maiores inimigos do Homem-Aranha e um dos vilões favoritos dos fãs. O sucesso foi tanto que não tardou a surgirem novos monstros simbióticos como ele, nem para aparecer em quase todas as séries da Marvel e, claro, ganhar uma revista solo. Com tanta superexposição era evidente que o personagem se desgastaria, como de fato aconteceu.
Mas, mesmo com o desgaste, Venom não desapareceu por completo e no início de 2011 a editora anunciou o lançamento da nova revista mensal do personagem, que será escrita por Rick Remender. Outros simbiontes também começam a dar sinais de vida, como o mais famoso deles, o Carnificina. Após uma minissérie no ano passado, o psicopata simbiótico volta a aparecer em Carnage U.S.A., a qual chegou às comic shops estadunidenses na semana passada e é de autoria da mesma dupla criativa da anterior: o escritor Zeb Wells e o artista Clayton Crain.

5. Kaine e Aranha Escarlate
Um dos momentos mais polêmicos dos anos 90 foi, sem dúvida, a Saga do Clone. Ao resgatar um clone de Peter Parker apresentado em uma história de 1975 – que viria a assumir o nome de Ben Reilly – os escritores colocaram em dúvida a verdadeira identidade do Homem-Aranha. Em meio aos acontecimentos surgiu Kaine, o clone anterior à Reilly e que foi rejeitado por seu criador por apresentar uma degeneração celular. Kaine foi peça-chave nos acontecimentos que permearam a vida do Aranha na “década maldita”, mas como a própria saga, tornou-se mau-visto pelos leitores.
Recentemente, nos eventos da saga “Spider-Island” [Ilha-Aranha], ainda inédita no Brasil, Kaine foi resgatado do limbo dos personagens e passou por situações que propiciaram o surgimento de uma revista mensal do personagem, na qual assumirá a identidade do herói Aranha Escarlate, antes usada por Reilly. Escrita por Chris Yost, Scarlet Spider [Aranha Escarlate] será lançada nos EUA em fevereiro de 2012.

6. Cable, armado, perigoso e chato … como sempre.
No início dos anos 90 surgiu Cable, uma criação de Rob Liefeld que serviu como pedra angular de toda a histeria mutante que tomou os quadrinhos de super-heróis na Era Sombria. Treinado nas táticas de guerrilha, ele era na verdade Nathan Summers, o filho de Ciclope que foi enviado ao futuro. Ao voltar no tempo, tornou-se líder dos Novos Mutantes e logo transformou a equipe no grupo X-Force. Com personalidade de anti-herói, munido de armas que mais pareciam canhões e uniforme paramilitar, dificilmente há outro personagem que melhor represente os anos 90 do que Cable.
Recentemente teve papel importante na saga mutante “Segundo Advento”, na qual foi morto. Mas, como a morte de personagens na Marvel e na DC não significam nada, eis que menos de um ano depois, ele está de volta. A Marvel anunciou há duas semanas que Cabe será o pivô de Avengers: X-Sanction, o evento que lançará X-Men contra Vingadores. Nesta saga ele será mais do que o soldado que vimos nos anos 90 ou o “paizão” de recentemente, mas sim um supersoldado completamente voltado para sua missão.

7. Jim Lee para sempre
O responsável pela propulsão dos X-Men nos anos 90 foi, sem dúvida alguma, o artista coreano Jim Lee, que naquela época surgiu com um estilo que fazia brilhar os olhos de qualquer garoto e que, diga-se de passagem, foi imitado a exaustão ao longo da Era Sombria. Com tal talento, é claro que edições que traziam sua arte na capa vendiam muito bem, como X-Men nº 1, que vendeu mais de 3 milhões de cópias.
Em setembro deste ano a DC deu início a reestruturação de seu universo de super-heróis, e mais uma vez, Jim Lee está na equipe criativa de uma das revistas mais vendidas da história dos quadrinhos: Justice League nº 1, da qual também foi o capista. Terá ele o poder de promover o mesmo boom de vendas de quase 20 anos atrás?

8. De volta à Era do Apocalipse
Uma das boas ideias dos anos 90 – embora muitos leitores não concordem – foi a saga “Era do Apocalipse”. Nela, a Marvel apresentou um mundo no qual Charles Xavier foi morto e o mutante Apocalipse tornou-se o senhor absoluto do planeta. Naquele cenário, todos os personagens conhecidos dos leitores seguiram caminhos diferentes dos tradicionais, tornando-se totalmente novos até mesmo para leitores antigos. No resultado final, a saga é lembrada com carinho pela maioria dos fãs.
Mais de uma vez a Marvel promoveu histórias naquele mundo, mesmo após a conclusão da saga. Mas as “visitas” sempre foram muito breves. Porém, recentemente a equipe X-Force foi enviada àquele dimensão e agora está diretamente ligada ao mundo de Apocalipse. Saída diretamente da revista Uncanny X-Force, será lançada a série mensal Age of Apocalipse [Era do Apocalipse]. A revista será escrita por David Lapham, desenhada por Roberto La Torre e será lançada em 2012.

9. Lobdell e Harras junto novamente
Com certeza a locomotiva dos quadrinhos de super-heróis nos anos 90 foram os X-Men. Naquela época, assim como hoje, as histórias da equipe passaram pelas mãos de muitos escritores, mas um deles se destacou: Scott Lobdell. Na época, o Editor-Chefe da Marvel era Bob Harras, atual Editor-Chefe da DC, editora na qual Lobdell está a frente de três séries mensais; Red Hood and the Outlaws [Capuz Vermelho e os Foras-da-Lei], Teen Titans [Novos Titãs] e Superboy.
Aliás, pensando por este lado, vale atentar para o fato de que nos anos 90 Harras era o chefe não só de Lobdell, como também de Jim Lee, Rob Liefeld e Fabian Nicieza. Todos estes profissionais estão atualmente reunidos no projeto de reestruturação do Universo DC.

10. Marvel dentro de sacos plásticos
Capas de todas as formas não faltaram nos anos 90. As editoras lançavam capas alternativas para as mesmas edições, capas com holografia, capas em relevo, com corte especial e também dentro de sacos plásticos.
Com o tempo todas caíram em desuso, com exceção das capas alternativas. Mas, neste ano a Marvel voltou a adotar os sacos plásticos. Em janeiro, a fim de não revelar qual membro do Quarteto Fantástico morreria em Fantastic Four nº 587, a editora lançou a revista dentro de um saco plástico preto. Em agosto, quando foi lançado Ultimate Fallout #4, com a estreia do novo Homem-Aranha do Ultiverso, Miles Morales, a editora adotou a mesma técnica.
Atualmente, tanto a Marvel quanto a DC incluem códigos nas capas de algumas de suas revistas – como Justice League e Avenging Spider-Man – que permitem ao consumidor fazer o download gratuito de edições em formato digital. Para proteger estes códigos, estão fazendo o uso do saco plástico.
Além disso, a Marvel já informou que todas as revistas da linha Ultimate serão lançadas dentro de sacos plásticos em 2012.

É inacreditável, mas parece verdade: as editoras estão, de fato investindo em fórmulas falidas dos anos 90.
Naquela época predominavam os anti-heróis sanguinários, e eles estão de volta com Cable e a X-Force. Além disso, um dos selos mais famigerados de quadrinhos, o estúdio Extreme de Rob Liefeld está de volta. Como se isso não bastasse, o grupinho de quadrinhistas que levou os super-heróis para o buraco na “década maldita” é o mesmo que está no principal projeto da DC atualmente. Vale lembrar que nos anos 90, quando Bob Harras era o Editor-Chefe da Marvel, a “Casa das Ideias” declarou falência.
Eu gosto muito da “Era do Apocalipse” e até acho interessante a premissa da “Saga do Clone”. Mas, resgatar estas sagas é uma prova irrefutável de que os editores estão resgatando aquela época.
De toda esta lista, o único item que acho irrelevante é esta besteira de vender as revistas em sacos plásticos. Tenho certeza que a Era Sombria se caracteriza por muitas outras coisas que um reles pacote de plástico.
E você, concorda com esta lista?
Escrito por Doctor Doctor.
Fonte: http://soctumpow.com
No filme “Wall Street: O dinheiro nunca dorme”, o ator fala o seguinte: “O que é insanidade? É fazer a mesma coisa repetidas vezes esperando conseguir resultados diferentes”. Alguem podia explicar pra esses caras que se não certo na 1º vez, é provável que não dê certo na 2º vez. Agora sim da pra ver que os editores estão sem ideias
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Eu não chego a ser fanatico, e muitos colegas dizer sou administrador na profissão e no estilo de vida, pois assim como na administração, onde se aprende de tudo um pouco (psicologia, direito, economia, marketing, etc.), e consequentemente vou curtindo e gosto de HQs, mangás, cinema, RPG, games, entre outros, e apesar de não ler muitas HQs ou conhecer as diversas dimensoes e mundos paralelos criados nas historias, acredito que as editoras poderiam seguir este raciocinio:
1. ao inves de repetirem formulas que deram errado em outras epocas, trabalharia com 3 linhas para cada heroi/grupo.
2. faria uma linha CLASSIC, reeditado e republicando ediçoes antigas, exemplo: Superman Classic, com o mesmo grafismo e tipo de papel da decada de 1950.
3. linha EXTREME, com cenas mais pesadas, com linguagem pais pesada, exemplo, Spider-Man Extreme, com enfoque maior em lutas e cenas e quadros mais elaborados, e historias mais complexas.
4. linha NEW GENERATION, para as inovaçoes, as novidades, como a do homem aranha negro e latino.
5. linha ADVENTURE, para as publicaçoes normais e atuais.
6. com a aplicaçao dessas linhas, se poderia abrangir varios publicos alvos, e assim poderiam ter uma diversidade maior em sas publicacoes que, mesmo assim teriam uma grande aceitaçao, evitando a rejeiçao de certas pessoas, pois elas poderiam escolher uma das outras linhas que a mais agradasse.
7. dentro as linhas das publicaçoes citadas acima, trabalharia com duas linhas do tempo, uma atemporal e continua, sem ser zerada, e evetuais republicacoes em coetaneas para quem perdeu alguma ediçao possa adquirir, e outra periodica, com tempo determinado de seu ciclo, comecando do zero novamente a cada 6, 9 ou12 meses.
8. são ideias que talvez fossem interessantes, ou aceitaveis, ou desnecessarias, ou inaplicaveis, dependendo do ponto de vista de cada um, mas fica a dica, sugestao para um debate futuro e mais detalhado.
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