Por Bruno Libonati

Segunda-feira, 23/05/2011, comecei a mestrar o sistema Dragon Age, com o autógrafo do Chris Pramas.

Como jogadores temos, além de mim – mestre, Pedro Aiwendill como um elfo urbano ladino, Bruno Lamberti, como uma humana livre guerreira e Eraldo como um anão da superfície, também guerreiro. O grupo é acompanhado por Darth Vader, o mastim de estimação (se é que essas duas palavras podem ser usadas na mesma frase) da guerreira.

Sendo o sistema uma novidade (agradável) para todos os jogadores, optamos pelo desenrolar da aventura básica contida no livro do mestre. Mas como não gosto de coisas assim tão frias, preferi pedir aos jogadores um pequeno histórico de suas personagens e fizemos uma sessão inteira antes de adentrar à aventura propriamente dita.

Neste primeiro dia expliquei-lhes como fazer a planilha de personagens, trivialidades sobre o sistema e oq as suas personagens sabem sobre Ferelden, o reino qual a história se passa.

Vamos aos detalhes.

Espadina, uma mulher livre de Ferelden, filha de um taverneiro de Denerin, a capital do reino.
Malcon TH, um elfo urbano, também cidadão livre, mas de segunda classe, normal à raça. Um sobrevivente (para não chamar de ladrão e trapaçeiro) nas ruas da agitada capital.
Luthan, um anão da superfície, com sérios problemas com alcool e humor. Foi adotado por uma família de humanos, também de Denerin e não tem muitas recordações de seu passado.

Todos se conhecem do subúrbio de Denerin, onde está a situada a taverna do pai de Espadina. Em busca de dinheiro fácil, emoções e se livrar dos atuais problemas na capital, os nossos heróis resolveram ir para Ponta Sul, onde haveria tudo o que procuram, segundo rumores coletados por Espadina enquanto servia mesas (super confiáveis). Não tendo como chegar até lá, pois não sabiam nem o caminho direito, convenceram um mercador em contratá-los como guarda-costas de sua caravana, pois seriam ótimos guerreiros e grandes conhecedores do caminho e dos seus perigos, conforme o engôdo criado pelo elfo. Como o referido mercador economizaria algumas moedas contratando batedores e mais mercenários (já que a qualidade dos heróis superaria a quantidade necessária para garantir uma viagem segura), ele não hesitou e topou a oferta das personagens (pobre comerciante).

Após alguns preparativos, deixaram a capital rumo ao sul. As primeiras noites foram tranquilas, graças a um acordo de cavaleiros entre o elfo e os bandos de assaltantes que ele conhecia. Sempre se reuniam em volta da fogueira para contar histórias, ouvir boas músicas e tomar cerveja. Mas com quase uma semana de estrada, os supostos heróis e a caravana que acompanhavam encontraram problemas com alguns dragonetes que espreitavam na perigosa Floresta Breciliana. Com a ajuda da sorte, saíram-se bem, apesar de algumas perdas importantes tanto de homens quanto de animais. Com duas baixas e muitas montarias feridas a estrada se tornou ainda mais perigosa. Veremos como nossos heróis lidarão com esses problemas daqui em diante. Nesta batalha, desculpem os demais jogadores, mas merece destaque a última lança arremessada pelo anão que atravessou o pescoço de um pobre dragonete já ferido, levando-o ao chão para estrebuchar até a irremediável morte.

A sessão foi bem divertida e o sistema contribuiu bastante com isso. É um sistema leve e fluído desde o momento de fazer os personagens até o rolar dos dados propriamente dito. Consiste basicamente em rolar 3d6 para quase tudo e em combate existe a mecânica das façanhas que deixa o jogo mais emocionante e teatral. Não tem perícias, mas apenas uma lista de oito habilidades básicas e foco em determinado aspecto correlato, como por exemplo, Comunicação (foco em enganar), Destreza (foco em acrobacia). Existe também uma boa, porém ainda enxuta lista de talentos que diferencia bastante as personagens, como é o caso dos guerreiros presentes.