Olá meus caros após algum tempo de férias, festas e um pouco de descanso, volto a escrever sobre filmes e séries. Tive a oportunidade nesse recesso de assistir a alguns filmes alguns bons, alguns muito bons, outros razoáveis no estilo sessão da tarde e outros que deixaram muito a desejar.
Hoje vou escrever sobre o Aprendiz de Feiticeiro, lançado em 2010, e que se encaixa no estilo sessão da tarde ou cinema quando o seu nível de exigência estiver beirando o zero. O filme é uma parcial adaptação ou até podemos dizer um segmento do famoso longa de animação Fantasia, da Disney, estrelado pelo símbolo Mickey Mouse.
O elenco do filme conta com Nicolas Cage, Jay Baruchel, Monica Bellucci, Alfred Molina, Ethan Peck, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Alice Krige, Omar Benson Miller, Robert Capron, Ali Khan, Peyton List, Jake Cherry, Manish Dayal, Kate Gorney. O que chega a ser um dos pontos mais positivos do filme, onde temos um divertido Nicolas Cage e um dos jovens mais promissores em Hollywood: Jay Baruchel. Alfred Molina está como sempre agradável, nesta vez na pele do principal antagonista, situação na qual ele já tirou de letra no passado (Homem Aranha 2).
Na história, Cage é Balthazar Blake, um antigo discípulo do mago Merlin que tem como missão encontrar o jovem escolhido para receber o anel de seu tutor e comandar poderes fantásticos que poderão por fim à maldade da bruxa Morgana e do perverso feiticeiro Maxim Horvarth (Alfred Molina). Após centenas de anos, Balthazar encontra Dave (Jay Baruchel), um garoto cujo caráter tem o valor necessário para usar o anel. O garoto cresce, se torna um jovem adulto e reencontra (não por opção) Balthazar para darem início aos treinamentos mágicos, a fim de lidar com os potenciais inimigos.
A história não é das mais esforçadas. Simples e objetivo, o roteiro se retém a conectar os acontecimentos uns aos outros para criar uma trama. As vezes é lembrado que apesar de uma moldura fantástica, os personagens são humanos e portanto, merecem alguma atenção. É o nascimento de Dave, o enésimo rapaz da ficção nerd, frágil, esquecido, com apenas um amigo e jamais alvo de olhares das meninas, que terá sua vida transformada por um evento sem precedentes que o elevará ao pódio em segundos, conquistando sua estonteante paixão sem nem ao menos piscar o olho.
Há boas seqüência de ilusionismo. Os efeitos visuais realmente estão em ótimo ponto e ajudam muito para diminuir o sofrimento. Algumas tomadas, como as feitas na cena do festival no bairro chinês, valem por serem minimamente mais arrojadas ao abrirem espaço para uma visão mais panorâmica da cena, apesar de picotadas pela edição que procurou contornar os erros de uma direção que não sabe jogar com os elementos da tela para compor um visual idôneo sempre. Ainda assim, o clímax sofre quanto à participação do protagonista, que não o entrega à uma verdadeira batalha final, se resumindo a algumas exibições de truques de “mágica científica”.
O filme tem um pouco de tudo: ação, aventura, comédia, drama, romance e óbvio, fantasia. Visualmente o filme não deixa a desejar, mas peca em alguns momentos por não conseguir evitar um pouco de tédio no público. Talvez o grande problema seja a variedade de estilos em que o filme se propõe a demonstrar. Alguns momentos mostra um romance desnecessário, como o de Dave e Becky, que acaba fora do ritmo normal do filme. Em outros momentos entrega ótimas cenas de ação e magia. A soma de tudo traz uma grande penca dos clichês mais padrões dos blockbusters de verão americano.
Se você é criança ou adolescente, e adora uma fantasia, o filme pode ser mágico. Agora se você procura um pouco mais de substância, O Aprendiz de Feiticeiro pode ser apenas um truque barato. Afinal a Disney é conhecida por seus contos de fadas, histórias que começam com “Era uma vez…” e terminam com “…e viveram felizes para sempre”. Então, desde o começo você já sabe como tudo vai terminar. O que varia são os personagens.
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Engraçado, eu achei o filme bom. Deve ser porque não tinha muita expectativa, afinal, de cada 10 filmes de fantasia que vemos por aí, 9.5 são algo entre clichês e excepcionalmente ruins.
O Sorcerer’s Apprentice é clichê, sim, o enredo serve apenas como desculpa para ver os efeitos visuais, mas ele funciona muito bem como um filme divertido e numa área que a maioria que tenta peca: mesclar magia com a época atual.
Na minha opinião ainda é um ponto a favor da Disney, nessa época de filmes ruins.
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