
Não raros são os casos que vem a mídia em todo o território nacional, envolvendo supostos “RPGistas” em verdadeiras barbáries. Recente caso é o triste episódio da jovem brutalmente assassinada em Belém/PA.
Narra a imprensa que a jovem teria sido atraída até o local de seu óbito. Lá chegando, supostos “vampiros” teriam realizado rituais de cunho satânico, inclusive com a ingestão do sangue da vítima.
Os se dizentes “vampiros” teriam certo envolvimento com o meio de RPG (do inglês Role-playing Game) – LAMENTÁVEL!
Em terrível engano, estão as pessoas que pensam que todos os “RPGistas” agem de tal maneira. “RPGista” de verdade tem suas ocupações, trabalham, estudam, progridem, desenvolvem o país, são pais, mães e filhos que entendem, como bem está expresso em todos os materiais sérios de RPG, que o conteúdo se destina ao mero ENTRETERIMENTO, e não a filosofias deturpadas de vida.
Estou cansado de expressões de nojo, ao comunicar, em conversas informais, que tenho como hobby, o RPG.
Segundo a legislação hoje vigente em nosso território, RPG não é crime. O que ocorre na imensa maioria dos casos, é que pessoas de baixo conteúdo intelectual têm acesso ao material de RPG, e deles extraem alguns conceitos, e destes conceitos passam-nos há vivenciar seus dias.
Pois certo, que não temos andando conosco seres fantásticos como Vampiros, Lobisomens, Magos e etc.
Não há no nenhum repositório jurisprudencial pátrio, decisões que afirmem que RPG é crime.
Porém, para sorte da sociedade, e azar das pessoas que de maneira desavisada deturpam o objetivo do RPG, a alegação de que a morte aconteceu porque era disputada no local uma partida de RPG, a situação pode ser incluída na agravante de “motivo torpe”; pois motivo torpe é todo e qualquer motivo fútil, em especial, no caso de ceifar vidas.
Sendo assim, pode-se concluir que jogar RPG é uma forma salutar de se relacionar com outras pessoas, pois este é o fim precípuo do hobby; e que RPG não é crime, porém se mal utilizado poderá servir como base para majorar a condenação de pessoas que cometam crimes, utilizando o RPG de escudo.
É triste que pessoas sem noção façam esse tipo de coisa.
Se você por acaso está começando a pensar que é um vampiro, acorde pra vida, por favor. Vá arrumar um emprego, faça atividade física ao ar livre (de preferência num dia bem ensolarado), ajude sua mãe com as tarefas domésticas e, de vez em quando, vista uma camiseta branca e bermudas.
Se você acha que ser satanista é legal, pare e pense… que bem isso vai fazer para você? E para as pessoas com quem convive?
Faça algo construtivo da sua vida. Se necessário procure um psicólogo, pare de jogar RPG até ter mais maturidade, plante uma árvore, faça um curso de qualquer coisa, só pra ocupar seu tempo e ter contato com outras pessoas.
E, definitivamente, não saia por aí bebendo sangue e matando gente… você não é tão burro a ponto de fazer isso…
.-= o Clérigo´s last blog ..Dicas para jogadores- Boa educação à mesa de jogo =-.
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Eu sempre me pergunto nesses casos: Porque quando milhares de torcedores de um time são morto barbaramente e diariamente a mídia não fala e quando fala, diz que a culpa são de torcedores fanáticos que não sabem diferenciar um esporte de sua vida pessoal, agora quando o problema é com RPG (algo que infelizmente não rende dinheiro suficiente para eles) o modo é diferente e a culpa passa a ser do jogo e não de lunáticos que utilizam o jogo como base de fuga.
Lamentável.
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Não existia uma cidade brasileira (onde supostamente houveram crimes ligados ao RPG), em que a venda de livros ou mesmo o jogo foi proibido pelo prefeito ou algo assim?!
Não lembro direito agora..
.-= INapta´s last blog ..Watch The Guild! =-.
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Marco Aurélio Angelo de Carlos Santana Reply:
agosto 31st, 2010 at 10:47
Foi em Guarapari/ES, Lei Municipal n.º 2.506/2005. Porém como eu disse, não há em decisões do Poder Judiciário algo que entenda RPG como crime. O que há é apenas um ato descricionário do Poder Público Municipal, impedindo que naquela Cidade se comercialize Livros de RPG. O que também é [b]lamentável[/b].
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Isso é uma jogada de argumentação de advogado, para retirar a Mea culpa.
“Eu não sou culpado das merdas que eu fiz na verdade eu li num livro e ele me mandou fazer essas merdas, porque eu sou burro d+.”
Tem uma frase do Ozzy que diz justamente isso: – Se musica influenciasse alguem, teriamos muito mais amor pois existem mais musicas de amor que de qualquer outra COISA.
O mesmo serve para o RPG se ele realmente influenciasse alguem teriamos muito mais salavadores que assassinos!
Abraços…
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Anderson Gomes Reply:
agosto 23rd, 2011 at 23:55
Concordo em número e grau contigo Mnar. Perfeito.
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