
Do iniciante ao experiente: Sistemas Alternativos – Warhammer 40k Dark Heresy (Black Industries)
Olá camarada. Estamos reunidos aqui novamente continuando a seguir com a nossa proposta de tentar fazer um pouco de justiça àqueles sistemas que, seja diante de uma proposta diferente e inovadora acabaram à margem da indústria rpgística e realmente poderiam interessar VOCÊ, seja jogador experiente ou iniciante, ajudando-o a ter conhecimento (ou comentar um pouquinho este material que você talvez já conheça) de um material ofertado de boa qualidade e de obter contato com um universo alternativo ao qual você talvez esteja acostumado em termos de cenário de RPG. O sistema abordado hoje é famoso (ao contrário de apenas “relativamente” em relação ao sistema da semana passada), embora não tenha notoriamente alcançado significativamente o mercado nacional. Assim, falaremos de Warhammer 40k Dark Heresy, um dos cenários mais “merchandisinizados” do mundo do RPG, também como já dito na semana passada, visto que rendeu diversos games de computador, “war games” e etc (um parênteses; o war game do warhammer 40k é um dos mais bem sucedidos do seu ramo, quem sabe algum jogador frequente deste cenário poderia falar pra nós um pouquinho dele, não?). Mas e este RPG? O livro básico foi escrito por Owen Barnes, Kate Flack e Mike Manson e editado pela Black Industries. Assim como a série original Warhammer, a versão 40k (que é 40000 para aqueles que não sabem; o jogo se passa no 41º milênio) se baseia em diversas novelas escritas por diversos autores que ilustram este estranho mundo, tornando-o fracionado e complexo. Há muitos elementos que compõe este mundo, sendo que o visual é um dos mais fortes e inspirados. Sem dúvida, o prenúncio de um bom RPG. Mas como é esse core book?
1.a. – Warhammer 40k Dark Heresy
O mundo de Warhammer 40k Dark Heresy possui diversas similaridades com a série Warhammer original.
Como vocês se lembram (do meu post anterior, ok?) , o mundo do Warhammer é como o nosso, mas elfos, anões, halflings e outras criaturas fantásticas também sempre existiram; a magia era inerente perversa e ocasionalmente podiam atrair a atenção dos Poderes Ruinosos que atuavam através das criaturas corruptoras do Caos. O mundo de Dark Heresy segue este mesmo perfil (embora normalmente se use psiquismo para acessar ao Caos; e certas raças, como os elfos e os orks, assumem o papel de alienígenas), mas é no espaço e num futuro muito, muito, mas muito distante. Neste mundo, o personagem serve ao Império. Um reino que se expande além de milhões de estrelas e planetas. Um reino no qual o homem é o vencedor, e que graças à fé no Deus-Emperador (um psiônico de imenso poder mantido vivo numa maquina de suporte à vida a mais de dez mil anos), tem sua proteção garantida. E para auxiliá-lo existem seus enviados sagrados, que ocupam diversas funções ao longo do império. E dentre elas, a temida Inquisição. Felizmente, você faz parte dela.
Diferente da série anterior, nada de encarnar personagens com cheiro de coadjuvante. Agora vocês são os fodões. É. Armas grandes, armaduras macetosas, poderes bacanas… e uma grande responsabilidade (pois é, nada é tão fácil). Em Dark Heresy, os jogadores encarnam Acólitos, que, sob a tutela de um Inquisidor, têm por objetivo desvendar heresias dos seguidores do Caos e resolver tarefas correlatas como destruir perigosas gangues terroristas, buscar evidência de corrupção entre os poderosos e afins… Um Acólito tem bastante trabalho… Especialmente quando é encarregado de supervisionar dois ou três planetas….
1.b. – O Cenário/Escrita:
A escrita é muito boa, pecando apenas por não ser muito clara ao gerar um panorama geral do cenário, algo que quando se lê a seção para o mestre logo se resolve. Também existem diversos textos ao longo do livro para que os leitores possam sentir melhor o cenário sendo que a escrita transpassa de maneira magistral o que é o peso e a decadência do cenário. As regras podem ser lidas de maneira simples, sem confusões.
O cenário de Dark Heresy é um cenário muito forte. É gótico (com esta imagem muito bem enfatizada pela arte do livro). Todos os personagens nos desenhos ou parecem fanáticos (pois frequentemente enrolados em papéis com orações) ou doentes. Bem fatalista, visto que o seu personagem é mais um dentre trilhões. Ironicamente, esta aparente efemeridade da vida acaba emprestando um ar épico aos personagens, visto que são justamente eles que vão se sobressair a todos os outros.
Dispensando a ideia de carreiras diversas entre irrelevantes e úteis, em Warhammer 40k Dark Heresy, você poderá escolher classes que podem ou não ingressar em algo análogo às “classes de prestígio”. As classes básicas são: Adept (que é um cara que reúne perícias de conhecimento mas não tem potencial, nem ofensivo, nem social), Arbitrator (que é um investigador e policial judiciário), Assassin (assassino; bem, é uma função meio auto explicativa, certo?), Cleric (é um indivíduo com diversas habilidades mas que se destaca em perícias de liderança e de grupo), Guardsman (é o guerreiro básico), Imperial Psyker (é o psiônico a serviço do império), Scum (é o renegado, outcast… pode-se dizer que a faz a vez de ladino), Tech-Priest (é um sacerdote do Cult Mechanicus, a outra religião permitida no Império; um tipo de engenheiro inventor) e Adepta Sororitas (um tipo de freira-amazona-guerreira com poderes de fé; classe disponível em suplemento)
2- O sistema
Como no Warhammer da semana passada, usa dados de 10 lados, rolados contra uma porcentagem. Também podem ser rolados dados avulsos, mas são sempre d10.
Exitem atributos, perícias e talentos, todos acessados através de sua classe através de um modelo pré-gerado. Ocasionalmente pode se acessar uma variedade maior de características caso o jogador opte por uma árvore de evolução alternativa acessível a partir de um certo nível de experiência.
3 – Dicas do Guido
Core book já é muito bom para começar, mas também posso sugerir o Inquisitor’s Handbook (que além de trazer a classe básica Adepta Sororitas traz muita informação sobre equipamentos, regras e afins), o Radical’s handbook (que traz várias regras para brincar com fogo, ou seja, invocar demônios e regras para Dark Sorcery), o Disciples of The Dark Gods (bestiário de demônios, com várias ideias de como utilizá-los nas suas aventuras; traz algumas regras também) e o Creatures Anathema (que é um bestiário também mas trata de orks, mutantes, monstros mecânicos e outras criaturas afins; traz também sugestões de como utilizá-los em suas aventuras).
ERRATA: Na semana passada não inclui um livro dentre minhas recomendação para o Warhammer Role Play 2nd Edition. Este livro é o Tome of Salvation e é muito bom, pois aborda os poderes de fé daquele cenário (embora eu ache que seja uma falha do cenário pois clarifica e expande uma alternativa segura à magia, retirando um dos elementos dramáticos do cenário, mas enfim…).
Bem, por enquanto é isso. Espero que todos tenham curtido,
Até a próxima.
Love the Warhammer DoW series of PC Games, been a big fan for years. I had to translate this article with Google Translate to read it
.-= Justin Germino´s last blog ..Do you enjoy Blogging =-.
[Responder]
Guido F. Conti Reply:
janeiro 12th, 2011 at 16:25
Hi Justin,
I think Warhammer is one of the richest scenarios around. For those that are interested in reading and researching about it, is easy to understand your passion.
Cheers,
Guido Faoro Conti
[Responder]